Variantes e packs a confundir a ficha
A ficha com demasiadas opções manda o cliente comparar noutro sítio. Variantes e packs a comer a taxa de conversão de vendas antes do checkout.
Variantes e packs a confundir a ficha
A tua loja pode estar a pagar o clique para uma ficha que parece um exame de catálogo.
O anúncio mostrou um produto. A página mostra quatro tamanhos, três cores, dois packs e uma tabela que só faz sentido para quem já conhece o armazém. O cliente abre outro separador. A taxa de conversão de vendas da ficha cai. O painel aponta para a campanha. As opções é que falharam.
Este spoke continua o cluster da página de produto. Não é o checkout: aqui o cliente ainda não começou a pagar. Está a tentar perceber o que está a comprar.
Porque é que demasiadas opções comem a conversão?
A campanha prometeu uma coisa. A ficha pede uma decisão.
Nomes internos. «Pack B», «versão pro», números de fio, tamanhos sem medida. Quem veio do anúncio não tem o mapa do catálogo. Tem o telemóvel e três segundos.
Packs a mais cedo. O produto simples está no anúncio. Na ficha, o primeiro ecrã é um conjunto. O cliente não sabe se está a comprar uma peça ou três. Compara noutro sítio, onde a oferta é uma.
Tabelas que educam. Uma grelha de variantes com dez células. Cada célula é um clique. Cada clique é uma hipótese de saída. A sessão paga a CPC vira aula.
Facto: no Shopify, o buraco entre vista da ficha e «adicionar ao carrinho» mede este problema. O buraco entre checkout e pago é outro artigo.
Opinião: mais variantes na mesma URL não é «mais escolha». É mais trabalho no tempo que o anúncio pagou.
O que é uma variante a confundir (e o que não é)?
Não é ter tamanho e cor. É pedir ao cliente que decifre o teu SKU.
Uma opção clara: «Capa de edredão, 140×200, branco». O cliente reconhece o que viu no anúncio.
Uma opção a confundir: «Pack 2 fronhas + capa, ref. 14-B, só com o jogo completo». Três decisões, um código, um produto que o anúncio não mostrou.
Se a diferença entre variantes só faz sentido para quem gere o stock, a ficha está a trabalhar o cliente. Se a diferença é o que a pessoa veio procurar (cor, medida), fica.
O pack entra depois da escolha simples. Upgrade, não barreira. Quem quer o conjunto encontra-o. Quem quer a peça não tem de estudar o conjunto para a comprar.
Como vês isto na loja esta semana?
Abre as cinco fichas com mais tráfego pago. No telemóvel.
Conta quantos cliques até perceberes o produto do anúncio, sem pack. Se precisares de um segundo ecrã só para achar a opção simples, a ficha está a educar.
Olha aos nomes. Se um dropdown usa linguagem de armazém, reescreve para a linguagem do anúncio. A mesma palavra nos dois sítios.
Esconde o pack avançado atrás da escolha por defeito. Não o ponhas como primeira linha. O default é o produto que o clique prometeu.
No Shopify, cruza sessões da ficha com adicionar ao carrinho, por URL. As fichas com mais variantes e menos carrinhos não são «catálogo rico». São o sítio onde o CPC está a pagar um puzzle.
Não aumentes o orçamento da campanha que manda gente a estas URLs enquanto a opção por defeito for a mais difícil de achar.
FAQ
Ter muitas variantes na ficha é sempre mau?
Não. Mau é a variante que obriga a estudar. Mantém a que o cliente já entende a partir do anúncio. O resto é upgrade, não exame.
O pack deve ter ficha própria?
Se o anúncio vende o pack, sim: a URL do clique e a ficha são o mesmo produto. Se o anúncio vende a peça, a ficha da peça não abre com o pack à frente.
Isto não é o mesmo que o checkout a furar?
Não. Aqui o cliente ainda não chegou ao pagamento. Sai na ficha, a comparar. O checkout trata de portes, conta e MB WAY. Mede os dois buracos.
Qual número olho: taxa do Ads ou da loja?
A da loja, nesta ficha, no período fechado. A do Ads serve o algoritmo. Sem a da loja, optimizas o número errado e deixas as opções a comer a conversão.
A Aero Agency faz performance para lojas online em Portugal. Se os ads trazem um produto e a ficha entrega um catálogo, o sítio para começar é a comunidade.



